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sábado, 13 de agosto de 2011

Batman e a realidade

E lá estava eu em um dia comum de fim de semana, deixei meu carro para lavar e fui andando para casa. Aproveitei que já fazia muito tempo que não andava pela cidade à pé e fui apreciando o caminho. Por volta das 09:45 atravessei a rua e entrei em uma outra no qual me levaria sem erro até minha casa. Pela manhã os bandidos e transgressores ainda acordavam de uma longa noite de trabalho da sexta-feira, portanto eu não corria perigo.

Andando despreocupado, eu olhava senhores e senhoras lavando suas calçadas ou levando seus cachorros para passear. Pensava: "Como seria bom se todos os dias fossem como este, neste momento". Sem pressa, olhava para as paredes, para as placas, para as árvores, canteiros e tampas de ferro. Hein??? Tampas de ferro? Foi então que percebi que as Indústrias Wayne ainda conseguem inserir seus tentáculos pelo mundo.

Por um micro momento pensei que estivesse em Gotham City. Levando para a teoria da conspiração, as indústrias Wayne tem negócios na minha cidade! Mas onde está o Batman que tanto gostaríamos de ver? Onde está o grande justiceiro que prende bandidos e desbanca redes de corrupção? Paro e penso, volto à realidade e me entristeço com a face da verdade. Infelizmente não temos um Batman, acho que ele ainda não ouviu falar de nossa Gotham amazônica. Por enquanto, só vemos Coringas, Duas-caras, Pinguins e Charadas pelas nossas ruas esculachando, depredando e açoitando as honras dos cidadãos de bem. Quem sabe podemos recorrer ao Tarzan, já que ele mora por perto, vivendo na selva. Mas se ele até agora não apareceu, provavelmente foi pego pela Hera Venenosa ou o Crocodilo. Onde estão nossos heróis?

sábado, 3 de julho de 2010

O que você fez hoje?

Você já esteve em algum lugar que gostaria de estar apenas pelo prazer de querer? O impulso da atração pelo emocional, pelo frio, pelo macabro ou pelo belo é tão fascinante para o ser humano que, quando embarcamos nesse universo desconhecido ficamos totalmente envolvidos a tal ponto que é difícil sair de imediato. O desejo pela curiosidade é tão forte no ser humano que às vezes, se não tomarmos cuidado, ultrapassamos as fronteiras do imaginário sem respeito e nunca mais saímos.

Eu já estive no Iraque. Já estive em Paris, Polônia, Inglaterra e Grécia. Já vi criaturas canibais, vi pessoas ou apenas as percebia ao meu lado. Já estive em lugares que os mais corajosos nem ousariam em entrar. Já estive na Lua, Geonosis, Kashyyyk e Kamino. Já bebi sangue de outras pessoas. Já salvei milhares de pessoas. Já fiz coisas que somente um sobrevivente faria. Já entrei em manicômios gigantes. Já fui um líder e já fui liderado. Já viajei pelo tempo e pelo espaço. Já senti o gosto da vitória e também da derrota. Tudo que fiz, vi, ouvi e senti, foi através dos olhos de outra pessoa.

O mundo dos games nos proporciona um universo de possibilidades. Quando falamos em mundos virtuais logo pensamos em uma tela com sons, gráficos e animações que nunca sairão de lá. Mas quando transportamos estes gráficos, sons e animações para as profundezes de nossas mentes, estamos trabalhando os sentidos básicos do ser humano, um trabalho no qual o único mestre é seu filho de 5 anos. Quando sonhamos, entramos em um mundo que pertence apenas à nós. Não existem controles físicos que podem travar no meio de uma ação. Se o universo é apenas nosso, então acho que podemos modificá-lo conforme nossos pensamentos. Este é o nosso controle, o pensamento.

Ultrapassar a barreira da realidade é uma tarefa que poucos jogos conseguem. Saber passar o universo proposto é um trabalho demorado. O designer deve ser criativo, paciente, ousado e sensível. Verdade seja dita: Nem todas as pessoas entrarão pelo portal dimensional do universo game. Talvez por medo, falta de conhecimento ou gosto. Mas aí vão algumas dicas evitar impactos grandes e deixá-lo interessado:

1- Comece pequeno, deixe o jogador à vontade no início, deixe ele se acostumar com sua nova roupa, sua nova personalidade;
2- Apresente seu universo, mostre o relevo, os objetos, os personagens;
3- Dê tarefas fáceis de cumprir, por enquanto.
4- Após algum tempo, passe tarefas mais complexas, porém possíveis de resolver;
5- Deixe-o escolher rumo que quer seguir, coloque mais de uma possibilidade nas soluções dos problemas;
6- Sempre coloque-o em altos e baixos;
7- Nos final de cada tarefa, recompense-o;
8- Faça-o aprender cada vez mais sobre o universo do game.

Está longe de ser uma lista pequena, mas seguindo isto, o jogador sempre lembrará que um dia fez algo tão envolvente e contará sua vivência para as pessoas.

Jogos relacionados com a matéria:
Deus Ex, Vampire: The Masquerade - Bloodlines, Thief: Deadly Shadows, Star Wars: Republic Commando, Bioshock, Call of Duty, F.E.A.R., Elder's Scroll 4: Oblivion e Mass Effect.


Abraços.